Fitoterapia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define medicina herbática ou fitomedicina como:” Aquela que utiliza preparações herbáticas produzidas pela sujeição dos materiais de origem vegetal à extracção, fraccionação, purificação, concentração, ou outros processos físicos ou biológicos”. Podendo ser produzidos para consumo imediato ou como base para remédios e produtos herbáticos ou vegetais. Os produtos herbáticos podem conter excipientes, ou ingredientes inertes, adicionados aos ingredientes activos. In World Health Organisation (2001). Legal Status of Traditional Medicine and Complementary/Alternative Medicine: A Worldwide Review. WHO Publishing.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CÂNFORA


Nome científico
Cinnamomun comphora (L.) Nees & Eberm.

Família
Lauráceas

Nome popular
CANFOREIRO

Origem
Ásia Oriental, particularmente da ilha de Formosa, Japão e China Meridional.

Parte usada
Folhas

Propriedades terapêuticas
Anti-séptica, estimulante, excitante, anti-reumática, parasiticida, anti-nevrálgica, revulsiva, anestésico local, anti-térmica, anti-diarreica, anti-helmíntica, moderadora das secreções sudoral e láctea.

Princípios activos
Terpenos (alfa-pineno, nopineno, canfeno, dipenteno, cariofileno, cadineno, bisaboleno, canfazuleno, etc.), álcoois (borneol, linalol, alfa-terpinol, etc.), cetonas (cânfora,piperitona), óxidos (cineol, etc.)

Indicações terapêuticas
Contusões, dores musculares, reumatismo, frieira,

Uso Interno
Infusão: 3 a 4 folhas, 3 vezes ao dia
Extracto bruto aquoso: 3 folhas, 3 vezes ao dia

Uso Externo
Cataplasmas, compressas, fricções: 4 vezes ao dia

Efeitos secundários
O óleo é muito potente e muito estimulante. A overdose pode causar convulsões e vómitos ou situações ainda mais graves, pelo que deve ser usado com precaução. Grávidas, quem sofre de epilepsia ou asma não devem usar este óleo.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008,

terça-feira, 28 de junho de 2011

CAMOMILA


Nome científico
Matricaria chamomilla L.

Família
Asteraceae

Nome popular
CAMOMILA-VULGAR, CAMOMILA-LEGÍTIMA, CAMOMILA-DOS-ALEMÃES, CAMOMILA-ALEMÃ, MARGAÇA-DAS-BOTICAS. MANÇANILHA (Espanha e regiões Raianas)

Origem
Europa e América do Norte

Parte usada
Flor seca

Propriedades terapêuticas
Anti-inflamatório, antiespasmódica, analgésica, anti-séptica, antimicrobiana, anti-helmíntica, cicatrizante.

Princípios activos
Óleo essencial, composto de sesquiterpenos cíclicos como o
a-bisabolol, pró-camazuleno; matricina; flavonóides (apigenina); colina; aminoácidos; ácidos graxos; sais minerais; terpenos; cumarinas como a herniarina e umbeliferona; mucilagens; ácidos orgânicos.

Indicações terapêuticas
Ansiedade, insónia, síndromes febris, dispepsia, flatulência, náusea, vómito, inflamação bucal. Dor de origem reumática. Clareadora dos cabelos. Menstruação dolorosa.

Uso Interno
Infusão: 1 colher de sopa de flores para uma chávena de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos, filtrar e adoçar com mel. Toma-se 1 chávena 3 ou 4 vezes ao dia

Uso Externo
Lavagens: Faz-se um infusão concentrada, deixa-se em repouso 15 a 20 minutos, côa-se e usa-se em lavagens nasais e anais, e também em gargarejos.
Compressas: a mesma infusão anterior serve para compressas que se aplicam nas zonas afectadas.

Efeitos secundários
Não deve ser utilizada em doentes que tomem medicamentos com varfarina, pois os riscos de hemorragia são aumentados.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

CALÊNDULA


Nome científico
Calendula officinalis L.

Família
Asteraceae

Nome popular
Maravilha

Origem
Europa

Parte usada
Flores e folhas

Propriedades terapêuticas
Cicatrizante, antisséptico, sudorífico, analgésico, colagogo, anti-inflamatório, anti-viral, antiemético, vasodilatador, tonificante da pele.

Princípios activos
Flavonóides, saponosídeos e polissacarídeos

Indicações terapêuticas
Acne, inflamações da pele e das mucosas (boca e garganta), feridas, psoríase, varizes, estômago, úlceras gastroduodenais, normaliza a menstruação, afecções nervosas

Uso Interno
Infusão: 2 colheres de sopa de flores em 1/2 litro de a ferver, deixa-se repousar 5 minutos e toma-se 1/2 chávena de manhã e 1/2 chávena à noite.

Uso Externo
Banhos: deita-se 50 g de folhas para 1 litro de água e deita-se na banheira
Cataplasma: esmagam-se folhas e flores tenras, colocam-se num pano e aplica-se sobre a zona afectada.

Efeitos secundários
Em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite, náuseas e até vómitos.

Bibliografia: Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

CACAUEIRO


Nome científico
Theobroma cacao L.

Família
Sterculiacea

Nome popular
CACAUZEIRO, CACAU

Origem
Florestas tropicais das Américas Central e Sul, incluindo a Amazónia Brasileira.

Parte usada
Sementes e cascas das sementes

Propriedades terapêuticas
Emoliente, diurética, vasodilatadora, estimulante do SNC e do coração análogas às da cafeína.

Princípios activos
Gordura, Teobromina, Cafeína, Esteróis Substâncias proteicas, Vitaminas do grupo B (tiamina, lactoflavina, piridoxina, biotina, pantotenato de cálcio, nicotinamida, ácido fólico, vitamina B12), Traços de vitamina D, Açúcares (glucose, sacarose, rafinose, estaquiose), Mucilagens, Pectinas, Amido, Esteróis Óleo essencial, Ácidos livres (valérico, caprílico, cáprico), Ésteres de ácidos gordos inferiores, Substâncias proteicas, Epicatequina, Flavonóides, Procianidinas, Aminas, Adenina, Guanina, Teofilina, porém em quantidade muito pequena, Taninos, Vermelho de cacau.

Indicações terapêuticas
Utilizado nas convalescenças como alimento energético, ataques anginosos, estimula as funções do aparelho urinário, combate as nefrites, é empregado nas fraquezas orgânicas e no esgotamento físico, rachaduras do lábio e bicos dos seios.

Uso Interno
Chá: 30 g de cascas das sementes para 1 litro de água utiliza-se como aromático, aromático, peitoral e tónico.
Entra na preparação do chocolate e na maior parte das farinhas nutritivas, pudins, gelados, etc.

Uso Externo
Manteiga de cacau: pele seca e áspera, mamilos e lábios gretados aplique nas áreas afectadas 4 a 5 vezes por dia.

Efeitos secundários
Os hipertensos e as pessoas nervosas não devem abusar do cacau. Também não é recomendado (mesmo sob a forma de chocolate ou outros variados) em casos de prisão de ventre, insónias e taquicardia. Também irá agravar a acne nos adolescentes.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

terça-feira, 7 de junho de 2011

BORRAGEM


Nome científico
Borago officinalis L.

Família
Borragináceas

Nome popular
BORRAGE (Beira Baixa)

Origem
Mediterrâneo

Parte usada
Folhas, sumidades floridas

Propriedades terapêuticas
Depurativa, anti-reumática, antitussígeno, laxativa, anti-inflamatória, emoliente, expectorante, diurética, lenitiva, sudorífera

Princípios activos
Mucilagem, tanino, nitrato de potássio, sais (potássio, cálcio), alantoína, óleo essencial, saponina, óleo fixo, ácido salicílico, Vitamina C

Indicações terapêuticas
Gota, afecções respiratórias (bronquites, tosses), escassez de urina, reumatismo, transtornos menstruais, furúnculo

Uso Interno
Infusão: 40 g de folhas para 1 litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos, filtrar e adoçar com mel. Toma-se 1 chávena 3 vezes ao dia
Sumo: das folhas frescas antes da floração da primavera. Tomar em jejum.

Uso Externo
Cataplasma: Esmagam-se folhas cruas ou escaldadas com água a ferver e aplicam-se sobre as zonas afectadas

Efeitos secundários
Deve-se tomar um cuidado ao fazer preparações com a borragem. Deve-se filtrar muito bem para que se eliminem os pêlos, visto que engolidos, podem causar irritações no estômago e na garganta.
Não deve ser utilizado por grávidas.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

BOLDO


Nome científico
Pneumus boldus Molina

Família
Monimiáceas

Nome popular
BOLDO-DO-CHILE

Origem
Chile

Parte usada
Folhas

Propriedades terapêuticas
Tónica, excitante, aperiente, digestivo, carminativo , diaforético, calmante, estomáquica, eupéptica, colagoga, colerética, diurética

Princípios activos
Óleo essencial (eucaliptol, ascaridol, cineol, eugenol e alfa pineno)(2% v/p); Alcalóides (totais 0,250 a 0,535 %) sendo eles: (boldina 0,1%), iso-coridina, nor-isocoridina, N-metil-laurotetanina e esparteína; Taninos;

Indicações terapêuticas
Afecções do fígado e do estômago, litíase biliar, cólicas hepáticas, hepatites, dispepsia, tontura, insónia, prisão de ventre, reumatismo, gonorreia.

Uso Interno
Infusão: 10 a 20 g para 1 litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos e toma-se 1 chávena 3 vezes ao dia antes das refeições.

Efeitos secundários
Não deve ser utilizado por grávidas.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

BELDROEGA


Nome científico
Portulaca oleracea L.

Família
Portulacáceas

Nome popular
BELDRO-FÉMEA, PORTULACA

Origem
A literatura é um pouco confusa quanto a sua origem. Tem-se referência de que ela seja nativa da China, Japão, Índia, África e partes da Europa. Outras literaturas trazem referência de que as espécies desta família são originárias principalmente da América ocidental e andina.

Parte usada
Planta inteira

Propriedades terapêuticas
Diurética, laxante, vermífuga, antiescorbútica, sudorífera, colerética, depurativa, emoliente, anti-inflamatória, antipirética e antibacteriana.

Princípios activos
Ácido oxálico, sais de potássio (nitrato, cloreto e sulfato) ( 1% na planta fresca e 70% na planta seca), derivados da catecolamina (noradrenalina, DOPA e dopamina, em altas concentrações), ómega 3.

Indicações terapêuticas
Depurativa do sangue, disenteria, enterite aguda, mastite, hemorróidas, cistite, hemoptise, cólicas renais, queimaduras, úlceras, inflamação dos olhos,

Uso Interno
Sumo: 100 g de sumo por dia misturado com leite e mel.

Uso Externo
Compressa: 100 g da planta seca para 100 ml de água, ferve-se 15 a 30 minutos em fogo brando. Embeber a compressa e aplicar na região afectada

Efeitos secundários
Não foram relatados quaisquer efeitos secundários nocivos

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

domingo, 5 de junho de 2011

BARDANA


Nome científico
Arctium lappa L.

Família
Compostas

Nome popular
BARDANA-MAIOR, PEGAMASSO, PEGAMASSO-MAIOR, LAPA, ERVA-DOS-TINHOSOS

Origem
Europeia, sendo muito comum no Japão, Portugal, França, Itália.

Parte usada
Raiz e folha

Propriedades terapêuticas
Depurativa, diurética (eficaz eliminador do ácido úrico), colerética, laxativa, diaforética, anti-séptica, estomáquica, antidiabética, actua nos casos de insuficiência hepática, dermatoses, antibiótico externo principalmente para bactérias gram-positivas

Princípios activos
Óleo essencial até 0,2%, polifenóis, inulina 40 a 50%, mucilagens, lapatina, taninos, sais minerais, princípio antibiótico, ácido clorogênico, vitaminas do grupo B e A, fuquinona, glicosídeos, resina, cálcio, potássio, magnésio, princípio amargo

Indicações terapêuticas
Purificador do sangue, afecções reumáticas, queda de cabelo, picadas de insectos, torções, hemorróidas, enfermidades crónicas da pele, acnes, eczemas, pruridos, seborreia da face, herpes, vesícula inflamada, cálculo biliar, hepatite viral, cirrose

Uso Interno
Infusão: 50 g de raiz para 1 litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos e toma-se 1 chávena 3 vezes ao dia.
Maceração: coloca-se num litro de água fria 20 a 30 g de raiz triturada e deixa-se estar durante 6 horas, ferve-se depois 1 minuto e toma-se 1 chávena 3 vezes ao dia.

Uso Externo
Loções: aplicam-se usando o sumo fresco da planta.
Cataplasma: formar uma com raiz cozida ou folhas frescas amassadas e aplicar durante 10 minutos várias vezes ao dia
Compressas: faz-se uma infusão de 40 g de raiz para meio litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos e aplica-se a compressa embebida na infusão 10 a 15 minutos até 6 vezes por dia

Efeitos secundários
Não usar na gravidez dada a existência de certa actividade estimulante uterina.

Observação
Os Japoneses comem as raízes cozidas em saladas

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

AVENCA


Nome científico
Adiantum capillus-veneris L

Família
Polipodiáceas

Nome popular
CAPILÁRIA, CAPILÁRIA-DE-MOMPILIER, AIVENCA.

Origem
Europa

Parte usada
Folhas

Propriedades terapêuticas
Diuréticas, sedativas, antiinflamatórias, expectorantes e emenagogas

Princípios activos
Óleos essenciais, tanino e mucilagem

Indicações terapêuticas
Tosses, catarros, afecções bronquiais e rouquidão

Uso Interno
Infusão: 2 colheres de sopa de folha picada para um litro de água fervente.
Xarope: 100 g para 1 litro de água, deixa-se ferver até reduzir o líquido a 1 terço. Filtra-se e acrescenta-se mel. É indicado para a tosse rebelde das crianças

Uso Externo
Lavagem: O chá de avenca é excelente para lavagem e higiene do couro cabeludo, combatendo os males que atacam os cabelos..
Gargarejos: para descongestionar as anginas.

Efeitos secundários
Não são conhecidos efeitos secundários

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008.

AVEIA


Nome científico
Avena sativa L

Família
Gramineas

Origem
Origem da aveia não é bem clara, talvez na Ásia e no Oriente Médio.

Parte usada
Sementes e partes aéreas.

Propriedades terapêuticas
Diurética, emoliente, saciante, antivaricosica, revitalizante e reconstituinte.

Princípios activos
70% hidratos de carbono de absorção lenta, 14 % de proteínas, 7 % de gorduras insaturadas, vitaminas B2 e B5, A e E, ácido pantoténico, enzimas, fósforo, cálcio, magnésio, ferro, zinco e enxofre.

Indicações terapêuticas
Insónia, exaustão nervosa, arteriosclerose, reumatismo e gota

Uso Interno
Infusão: 3 g de planta seca para 250 ml de água a ferver, deixe repousar 5 minutos e filtre. Beber 3 a 4 chávenas por dia. Mais 1 ao deitar se houver insónia.
É usado em flocos ou farelo em sopas, iogurtes, mistura com outros cereais, etc.

Uso Externo
Banho relaxante: junte a infusão numa banheira de água morna, na proporção de 1 litro de infusão para 1 banheira de água.

Efeitos secundários
Deve ser evitada por pessoas de doença celíaca.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

ARTEMÍSIA


Nome científico
Artemisia vulgaris L

Família
Compostas

Nome popular
ARTEMÍSIA-VERDADEIRA, ARTEMÍSIA-COMUM, FLOE-DE-SÃO-JOÃO, ERVA-DE-FOGO, ERVA-DE-SÃO-JOÃO, URTEMIGE (Porto), RAINHA-DAS-ERVAS (Açores)

Origem
América do Norte

Parte usada
Extremidades floridas

Propriedades terapêuticas
Vermífuga, emenagoga, estimulante, tónica, febrífuga.

Princípios activos
óleo essencial, absintina, resinas, tanino, ácidos e nitratos.

Indicações terapêuticas
Cólicas, flatulentas, acidentes nervosos, histeria, convulsões infantis, vermes intestinais.

Uso Interno
Infusão: 10 a 20 g de planta fresca para 1 litro de água a ferver., deixa-se repousar 10 minutos e toma-se 1 chávena 2 vezes ao dia.

Uso Externo
Infusão: 30 g de planta fresca para 1 litro de água a ferver., deixa-se repousar 10 minutos e aplica-se em loção sobre o couro cabeludo.

Efeitos secundários
Não é recomendado a grávidas nem a lactantes; o tratamento prolongado (ou doses excessivas) pode causar perturbações nervosas. Também quem sofre de úlcera gastroduodenal não deve tomar este chá.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

ARRUDA


Nome científico
Ruta graveolens L.

Família
Rutaceae

Nome popular
RUDA, ARRUDA-DOS JARDINS, ARRUDA-FÉTIDA, ERVA-DA-GRAÇA, ERVA-DAS-BRUXAS

Origem
Ásia Menor

Parte usada
Folhas, flores

Propriedades terapêuticas
Adstringente, analgésica, antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, anti-histérica, anti-inflamatório, antinevrálgica, bactericida, calmante, carminativa, cicatrizante.

Princípios activos
Alcalóides, ácido salicílico livre, álcool metilnonílico, e seus ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides, óleo essencial, pipeno, psoraleno, quercitina, ribalinidina, rubalinidina, rutacridona, rutalidina, rutalinium, rutina.

Indicações terapêuticas
Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose. Acredita-se que a mais importante virtude da arruda é oferecer maior resistência aos capilares sanguíneos, evitando-se assim possíveis hemorragias. Afecção dos rins, alterações menstruais, ansiedade, asma brônquica, bexiga, calvície, cefaleia, ciática, clerose, conjuntivite, derrame cerebral, dermatite, dores de ouvido, dor intestinal, enxaqueca, flebite, fígado, fragilidade dos capilares sanguíneos, gases, gota, hemorróidas, hipocondria, inchaço nas pernas, incontinências de urina, inflamação, inflamação nos olhos, insónia, limpeza de feridas, nevralgia, olhos cansados, onicomicose, otite, ouvido (feridas e zumbido), nevralgias, normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa), paralisia, parasitas (piolhos e lêndeas), pneumonia, prisão de ventre, repelente de insectos (pulgas, percevejos, ratos), reumatismo, sarna, varizes, vermes (oxiúros e ascárides).

Uso Interno
Infusão: 2 a 3 g para 1 litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos e toma-se uma chávena 2 vezes por dia.
Essência: 2 a 3 gotas diárias

Uso Externo
Clister: decocção de 8 a 10 g para 1 litro de água e aplicar na forma de clister.
Decocção: 20 g para 1 litro de água, embebe-se um pano no líquido e aplica-se na zona afectada da pele.

Efeitos secundários
É necessário ter muito cuidado pois é uma planta TÓXICA. É venenosa e abortiva. Contra-indicada para gestantes, lactantes, hemorragias, cólica menstrual e sensibilidade na pele.
Doses elevadas do chá podem causar vertigens, tremores, gastroenterites, convulsões, hemorragia e aborto, hiperemia dos órgãos respiratórios, vómitos, salivações, edema na língua, dores abdominais, náuseas e vómitos, secura na garganta, dores epigástricas, cólicas, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contracção da pupila e sonolência.
Pode causar fitodermatites, através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar. Nas mulheres pode levar a hemorragias graves do útero.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

sexta-feira, 3 de junho de 2011

ARNICA


Nome científico
Arnica montana L.

Família
Compostas

Nome popular
TABACO-DOS-SABPIANOS, BETÓNICA-DOS-SABOIANOS, D´RICO-DA-ALEMANHA, TABACO-DOS-VOSGOS, TANCHAGEM-DOS-ALPES, CRAÇO-DOS-ALPES, PANACEIA-DAS-QUEDAS, QUINA-DOS-POBRES

Origem
Europa

Parte usada
Flor e raiz

Princípios activos
Arnicina, inulina, colina, resina, corantes e ácidos gordos, flavonóides, tanino e fenóis

Indicações terapêuticas
Aliviar a inflamação em pancadas, contusões, entorses e hematomas.

Uso Interno
Só deve ser usado em dose homeopática

Uso Externo
Maceração: deixa-se a macerar 20 g de flores junto com 2 colheres de álcool, 1 colher de azeite, e aplica-se sobre a zona afectada em forma de compressa.

Efeitos secundários
Não pode ser usado internamente devido a provocar efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso.
Proibido em crianças com menos de 3 anos

Observações
Deve ser considerada uma planta venenosa

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

terça-feira, 31 de maio de 2011

ANIS-VERDE


Nome científico
Pimpinela anisum L.

Família
Umbelíferas

Nome popular
ERVA-DOCE

Origem
Médio Oriente

Parte usada
Fruto, semente e folhas

Propriedades terapêuticas
Digestivo, expectorante, alivia a flatulência, carminativo, tónico estomacal, antiespasmódica, galactagogo, regulariza as funções menstruais, é um excelente desinfectante.

Princípios activos
Óleo essencial (anetol, isoanetol e anisaldeído, metilchavicol, derivados dos dimetílicos de estiboestrol), óleo fixo, proteínas, colina, açúcares, cumarinas, ácidos orgânicos, flavonóides, esteróis

Indicações terapêuticas
Tónico estomacal, flatulência, regulariza as funções menstruais, melhora a digestão, falta de apetite, catarros bronquiais, engorgitamento dos seios

Uso Interno
Infusão: 3 g de frutos secos de anis para 1 chávena de água a ferver. Deixa-se repousar 5 minutos e toma-se 1 chávena depois das refeições e outra ao deitar. Pode-se adoçar com mel.
Essência: 3 a 5 gotas diluídas em água e toma-se 3 vezes ao dia.
Pó: até 2 g diários

Uso Externo
Cataplasma: aplica-se folhas frescas em cataplasmas em contusões e engorgitamento dos seios

Efeitos secundários
O uso exagerado do óleo essencial pode provocar efeitos tóxicos. Contra-indicado em caso de alergia ao anis e anetol.
Devido a conter anetol, qualquer bebida alcoólica feita à base de anis-verde pode provocar envenenamento com manifestações de delírio e convulsões.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

ANIS-ESTRELADO


Nome científico
Illicium anisatum L ou Illicium verum

Família
Magnoliaceae

Nome popular
ANIS-DA-CHINA, BADIANA

Origem
China, Coreia e Japão

Parte usada
Folhas, frutas e sementes

Propriedades terapêuticas
Estimulante, eupéptico estomático e carminativo

Princípios activos
Anetol

Indicações terapêuticas
Palpitações, melancolia, flatulências, meteorismo, dispepsias e espasmos do estômago, intestino, vesícula biliar e do útero

Uso Interno
Infusão: 20 g de frutos para 1 litro de água. Toma-se 1 chávena a seguir às refeições
Extracto seco: Toma-se 100 a 300 mg por dia.

Efeitos secundários
Devido a conter anetol, qualquer bebida alcoólica feita à base de anis-estrelado pode provocar envenenamento com manifestações de delírio e convulsões.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

AMOR-PERFEITO-BRAVO


Nome científico
Viola tricolor L.

Família
Violáceas

Nome popular
ERVA DA TRINDADE, VIOLETA DE TRÊS CORES, FLOR-DA TRINDADE,TRINITARIA

Origem
Ásia e Europa

Parte usada
A planta toda

Propriedades terapêuticas
Anti-inflamatório, expectorante, estimulante, sudorífica, diurética, depurativa, emoliente, anti-tumoral, laxante

Princípios activos
Flavonóides,Saponinas,Alcalóides,Taninos,Violarrutina,Violanina,Mucilagens,Resina,Glucosídeos, contém sobretudo um óleo essencial, a violaquercitrina-flavona, um metil éster do ácido salicílico.

Indicações terapêuticas
Feridas, chagas, úlceras, eczema húmido, infecções cutâneas, afecções do sangue, debilidade nervosa, cansaço, doenças cardíacas nervosas, icterícia

Uso Interno
Infusão: 30 g de flores secas ou 60 g flores frescas para 1 litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos. Toma-se 1 chávena 3 a 5 vezes ao dia.

Uso Externo
Usa-se em compressas, loções e lavagens para combater as estrias e rugas da pele, pele seca e atrofia da pele dos idosos.

Efeitos secundários
Não se deve administrar doses muito altas, já que a planta contém saponinas que podem produzir náuseas e vómitos

Observações
As pessoas que tomam uma infusão ou cozimento do amor-perfeito ficam com a urina com um cheiro semelhante à urina dos gatos.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

AMIEIRO-NEGRO


Nome científico
Rhamnus frangula L

Família
Ramnáceas

Nome popular
SANGUINHO-DE-ÁGUA, FRÂNGULA, LAGARINHO, ZANGARINHO, ZANGARINHEIRO, SANGARINHEIRO, SANGURINHEIRO, SANGUINHEIRO, FÚSARO

Origem
Europa

Parte usada
Cascas dos ramos e ramúsculos

Propriedades terapêuticas
Diurético, estimula o funcionamento da vesícula biliar, antiviral, emética e purgante

Princípios activos
Derivados de antraceno

Indicações terapêuticas
Obstipação, gota, amigdalites, hepatite, cirrose, icterícia, gengivite

Uso Interno
Infusão: 50 g de Cascas dos ramos e ramúsculos para 1 litro de água
Decoto: 40 g de Cascas dos ramos e ramúsculos para 1 litro de água

Uso Externo
O uso da decocção no couro cabeludo elimina lêndeas e piolhos.

Efeitos secundários
Não é recomendado o uso por parte de grávidas, lactantes, ou durante a menstruação e crianças menores de 15 anos. Pessoas com hemorróidas deverão igualmente evita-lo.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

AMOREIRA


Nome científico
Morus nigra; Morus alba

Família
Moráceas

Nome popular
AMOREIRA NEGRA; AMOREIRA-BRANCA

Origem
Ásia, Cáucaso regiões subtropicais da África e da América do Norte

Parte usada
Folhas, frutos, raízes, cascas

Propriedades terapêuticas
Laxativa, sedativa, expectorante, refrescante, emoliente, adstringente, calmante, diurética, antidiabético, anti-inflamatório, tónica

Princípios activos
Morus Alba: adenina, proteína, sais, glicose, flavonóides, cumarina, taninos;
Morus nigra: adenina, glicose, asparagina, carbonato de cálcio, proteína, tanino, cumarina, flavonóides, açúcares, ácido málico, matérias albuminóides e pectínicas, pectosa, vitaminas A,B1,B2,C

Indicações terapêuticas
Laxativa, expectorante, refrescante, emoliente, calmante e diurética, antidiabético (variedade nigra), dor de dente, anti-inflamatório, reduz pressão sanguínea.
Frutos: tónico, laxante
Folhas: antibacteriana, expectorante, sudorífero
Cascas: anti-reumática, reduz a pressão sanguínea, analgésica
Cascas da raiz: sedativa, diurética, expectorante

Uso Interno
Cozimento: 30 g de folhas para 1litro de água em infusão contra as anginas
Cozimento: 20 g de casca da raiz para 1litro de água como vermífugo
Cozimento: 50 g de casca para 1litro de água como purgante
Xarope de amoras: junta-se sumo de amora com o mesmo peso de mel ou açúcar, leva-se ao lume brando durante muito tempo até engrossar e tomar a consistência de xarope. Toma-se 1 colher de sopa 3 vezes ao dia ou no caso de crianças 1 colher de chá também 3 vezes ao dia.
Sumo: de amoras adoçadas com mel. Toma-se aos goles no caso de amigdalites e doença das cordas vocais

Uso Externo
Sumo: de amoras adoçadas com mel serve para bochechar a boca no caso de aftas.

Efeitos secundários
Não se deve consumir o fruto em caso de diarreia. Não se deve administrar as folhas nem raízes no caso de debilidade ou "frio" pulmonares.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

ALTEIA


Nome científico
Althaea officinalis L

Família
Malvaceae.

Nome popular
MALVAÍSCO, MALVAROSA

Origem
Ásia

Parte usada
Folhas, flores, raízes.

Propriedades terapêuticas
Emoliente, béquico, anti-séptico e branqueador da pele.

Princípios activos
Glúcidos, pectina, açúcares, ácidos fenólicos e flavanóides.

Indicações terapêuticas
Diarreias, desinteria, laringites, traquítes, tosse, amigdalites, faringites, hemorróidas, rectites, vulvites, inflamações na pele e nos pruridos, úlceras da boca, abcessos dentais furúnculos, acne e queimaduras.

Uso Interno
Infusão: 40 g de raízes para 1 litro de água para perturbações intestinais. Beba e a 3 chávenas por dia.
Infusão: 20 g de flores ou folhas para 1 litro de água para inflamações do aparelho respiratório. Beba e a 3 chávenas por dia.
Pó/extracto seco: 6 g por dia

Uso Externo
Decocção: 40 g de raiz para 1 litro de água. Usa-se em gargarejos, bochechos, banhos, irrigações, clisteres e duches vaginais.
Cataplasmas: das folhas e/ou raízes para problemas de pele.
Infusão: 30 g de flores e/ou folhas para 1 litro de água para lavagens, irrigações ou clisteres.

Efeitos secundários
Quando combinado com álcool, taninos e ferro a alteia pode tornar-se tóxica. Pode também interferir com quem esteja a tomar insulina

Observações
Também é aconselhado às crianças, dando-lhes a chupar e morder um pedacinho de raiz, para amolecer, desinflamar as gengivas e facilitar a dentição.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago,

sábado, 28 de maio de 2011

ALOE VERA


Nome científicoAloe Vera (L.) Burm. F.

Espécie
Barbadensis Miller

FamíliaLiliaceae

OrigemÁfrica, especificamente no Cabo Colónia e nas montanhas da África tropical

Parte usadaFolha, polpa, seiva

Propriedades terapêuticas
Antibiótica, anti-inflamatório, adstringente, coagulante, inibidora da dor, estimulante do crescimento celular, energética, nutritiva, digestiva, desintoxicante, cicatrizante e hidratante.

Princípios activos
Descrição dos componentes mais importantes:
Antriquinonas:
Aloína, Isobarbaloína, Antracena, Ácido cinâmico, Emodina, Barbaloína, Antranol, Ácido aloético, Resistanóis, Ácido crisofânico.
Minerais:
Cálcio, Magnésio, Sódio, Cobre, Ferro, Manganês, Potássio, Zinco, Cromo, Cloro.
Vitaminas:
A, B2, B3, B6, B7, B9, C, E.
Mono e Polissacarídeos:
Celulose, Glicose, Manose, Galactose, Arabinose, Aldonentose, L-ranose, Ácido urónico, Xilose, Ácido glucorónico.
Aminoácidos essenciais:
Lisina, Treonina, Valina, Metionina, Leucina, Isoleucina, Fenilalamina, Triptofano.
Aminoácidos Secundários:
Histidina, Arginina, Hidroxiprolina, Ácido aspártico, Serina, Ácido glutâmico, Prolina, Glicerina, Alanina, Cistina, Tirosina.
Enzimas:
Aliase, Alcalinase, Fosfatase, Amilase, Carboxipeptidase, Catalase, Celulase, Lipase, Peroxidase.

Indicações terapêuticas

Uso externo:

Alopecia;
Caspa;
Gomina;
Seborreia;
Acne;
Rugas;
Eczemas;
Borbulhas e espinhas;
Manchas castanhas ;
Celulite;
Cicatrizes;
Desodorizante;
Enfermidades de infância;
Erupções alérgicas;
Hemorróides;
Feridas e cortes;
Infecções por fungos;
Inflamações;
Picadas de insectos, ortigas e medusas;
Pés cansados;
Psoríase;
Queimaduras;
Varizes

Uso interno:

Acidez do estômago;
Cãibra e dores musculares;
Artrite e reumatismo;
Asma;
Cancro e Sida;
Colesterol;
Diabetes;
Digestão pesada;
Dores menstruais;
Prisão de ventre:
Higiene dentária;
Hipertensão;
Infecções vaginais;
Chagas ou úlceras bocais;
Úlceras internas e gastrites;
Varicela;
e muitas outras patologias.

Efeitos secundários

Se usada a folha, polpa, seiva é contra-indicada às pessoas que sofram de hemorróides e às mulheres grávidas e inadequada para uso em crianças porque contém Aloina (Suco amarelo óleo resinal de Látex chamado também de Aloina. Droga laxativa, concentrado tóxico composto por 12 antraquinonas os constituintes dominantes e uns pequenos antraglicósidos. Este complexo devido ao seu número elevado, não deve ser consumido por causa dos seus efeitos tóxicos e negativos. A sua comercialização foi como suplemento natural, foi proibida pela F.D.A. dos E.U.A. devido ao perigo dos seus constituintes activos. Estudos recentes feitos por uma universidade em New Jersey USA provam que estes antraquinonas são altamente perigosos.)
Mas se isentas desta substancia através de um processo industrial usado por algumas empresas que comercializam o Aloé não são conhecidos efeitos secundários apesar de ser sempre possível encontrar-se quem seja alérgico.


Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest. Zago, Frei Romano,”Câncer tem cura”, Editora Vozes;
Pinto Augusto, “O Boticário I e III” Moderna Editorial Lavores.

ALHO


Nome científico Allium sativum L.

FamíliaLiliáceas

Nome popularALHO-COMUM, ALHO-ORDINÁRIO, ALHO-HORTENSE, ALHO-VULGAR

OrigemÁsia

Parte usadaDentes (bulbilhos)

Propriedades terapêuticasExpectorante, antigripal, febrífugo, desinfectante, anti-inflamatório, antibiótico, antisséptico, vermífugo (lombriga, solitária e ameba, diurético, anti-diabético

Princípios activosAlicina, alinasa, inulina, nicotinamida, galantamina, ácidos fosfórico e sulfúrico, vitaminas A, B2, B6 e C, proteínas e sais minerais.

Indicações terapêuticasHipertensão, colesterol, picadas de insecto, antisséptico, arteriosclerose e contra ácido úrico, cancro.

Uso InternoCru: comer 2 a 5 dentes de alho picados com água ou postos sobre pão torrado com
azeite.
Pôr 3 dentes de alho de molho num copo de água durante a noite e beber no dia
seguinte
Decocção: cozer 30 g de alhos com 1 litro de água e tomar 2.5 dl por dia.
Cápsulas: tomar até 2000 mg por dia, após pequeno almoço e após jantar.

Uso ExternoCataplasma: colocar vários dentes de alho esmagados em forma de cataplasma aplicado sobre a zona com dores reumáticas.
Massagem: esfregar energicamente a zona dolorida com dores de origem artrítica.

Efeitos secundáriosContra-indicado para pessoas com problemas estomacais e de úlceras, gravidas e mães em amamentação e em pessoas com dermatites. Em doses muito elevadas, pode provocar dor de cabeça, de estômago, dos rins e até tonturas. Também não deve ser utilizado em doses altas em casos de hemorragias, qualquer que seja a sua origem (mesmo traumática). É também desaconselhado durante o período menstrual

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

ALFAZEMA


Nome científico
Lavandula officinalis Chaix & Kitt.

Família
Labiatae

Nome popular
LAVÂNDULA

Origem
Ásia.

Parte usada
Flores

Propriedades terapêuticas
Anti-séptico, tónico, antiespasmódico, calmante, digestivo, antibacteriana, carminativa, revulsiva

Princípios activos
Óleos essenciais (acetato de linalilo e linalol), taninos 12%, cumarinas, princípio amargo, saponina ácida, resina

Indicações terapêuticas
Reumatismo, nevralgias, hemicrania, excitação nervosa, insónia, vertigens, contusões, feridas, inapetência, má digestão, asma, coqueluche, faringite, laringite, depressão, cistites, enxaquecas, bronquite, corrimento vaginal, prurido vaginal, sarna, piolho

Uso Interno
Infusão: 15 g de flores secas para 1 litro de água, bebida quente, uma chávena 3 vezes ao dia, junto um pouco de mel.

Uso Externo
Utiliza-se o óleo essencial em banhos de vapor e massagens. Aplicar compressas da infusão nos locais doloridos.

Efeitos secundários
Seu uso dentro das doses preconizadas não tem contra-indicação. Nas mulheres grávidas deve-se evitar o uso em doses altas por ser estimulante uterino. Doses altas em na forma de essência podem causar convulsões.

Observações
Utiliza-se dentro de gavetas para evitar a traça.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

ALFAVACA


Nome científico
Parietaria officinalis

Família
Urticaceae

Nome popular
ALFAVACA-DE-COBRA, PARIETARIA, ERVA DAS MURALHAS, ERVA FURA PAREDES, ERVA DE SANTANA, ERVA DE NOSSA SENHORA, ERVA DOS MUROS, FAVACA E FAVACA-DE COBRA, (Beira Baixa), HELXINA, COBRINHA (Estremadura), COLERINHA PALIETÁRIA, PALIETÁRIA, PALETAINA, PALITAINA, PALEIRO, PULITAINA (Ponte de Lima), PULITÁRIA, URTIGA MANSA (Açores)

Origem
Europa

Parte usada
Toda a planta

Indicações terapêuticas
Nefrites, cistites, prostatites, calculose renal, oligúria, digestões pesadas, flatulência, hepatites, febre, queimaduras, feridas, gretas dos lábios, da pele, do mamilo e fissuras anais

Uso Interno
Infusão: 30 a 50 g da planta seca ou fresca para 1 litro de água fervente, que se bebe em 5 tomas ao longo do dia
Sumo: da planta acabada de colher tomar 1 decilitro 3 vezes por dia
Tintura e Alcoolatura: 50 gotas por dia
Extracto fluído: dose máxima de 20 ml por dia

Uso Externo
Banhos: Infusão de 60 g da planta seca ou fresca para 1 litro de água fervente.
Gargarejos: Infusão de 60 g da planta seca ou fresca para 1 litro de água fervente.
Cataplasmas: da planta fresca bem esmagada, que se aplica na zona tratar

Efeitos secundários
Não foram relatados quaisquer efeitos secundários nocivos

Observações
Veterinária: infusão ou cozimento para tratamento das nefrites dos bovídeos

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

ALFACE


Nome científico
Lactuca sativa

Família
Asteraceae

Nome popular
ALFACE-HORTENSE, SALADA, SELADA (Beira Baixa)

Origem
Leste do Mediterrâneo

Parte usada
Folhas e talos

Propriedades terapêuticas
Hipnótica , calmante, anti-diabética

Princípios activos
Vitaminas A, B1, B2 e C; Sais minerais: cálcio, fósforo, ferro; lactucarium e fibras.

Indicações terapêuticas
Insónia, diabetes, conjuntivites e outras inflamações oculares, prisão de ventre.
Uso Interno
Infusão: ferver 250 ml de água com 2 talos de alface durante 10 minutos e tomar 1 chávena ao deitar
Crua: usa-se em saladas.
Sumo: 1 colher de sopa ao deitar.

Uso Externo
Decocção: 40 g de folhas e talos para 1 litro de água fervendo durante 5 minutos.
Fazer lavagens dos olhos para tratar conjuntivites e outras inflamações oculares, ao levantar e antes de deitar.

Efeitos secundários
Não foram relatados quaisquer efeitos secundários nocivos

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

ALECRIM


Nome científico
Rosmarinus officinalis L.

Família
Lamiaceae (Labiatae)

Nome popular
ALECRINZEIRO, ANECRIL (Beira Baixa)

Origem
Sul da Europa e Norte da África.

Parte usada
Folhas e flores

Propriedades terapêuticas
Estimulante digestivo, anti-espasmódica, estomacal, vasodilatadora, anti-séptica.

Princípios activos
Óleo essencial – Borneol; pineno, canfeno, cânfora, cienol, acetato de bornila -; diperteno – rosmaricina; tanino, saponina; ácidos orgânicos; pigmentos; flavonóides

Indicações terapêuticas
Dores reumáticas, depressão, cansaço físico, gases intestinais, debilidade cardíaca, inapetência, cicatrização de feridas, dor de cabeça de origem digestiva, problemas respiratórios,

Uso Interno
Infusão: 2 a 4 g de alecrim seco para 1 chávena de água a ferver. Tape e deixe repousar por 10 minutos. Beba 3 chávenas por dia após as refeições.

Uso Externo
Para banhos de doentes reumáticos e entorses, coza as folhas de alecrim na quantidade de 30 g para 1 litro de água e utilize em banhos ou compressas quentes.

Efeitos secundários
Em altas doses pode ser tóxico e abortivo. Em doses elevadas pode provocar irritações gastrointestinais.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ALCAÇUZ


Nome científico
Glycyrrhiza glabra L.

Família
Leguminosas

Nome popular
REGOLIZ, REGALIZ, REGALIZA, PAU-DOCE, RAIZ-DOCE,, PAU-CACHUCHO

Origem
Europa meridional e Oriente. O uso medicinal do alcaçuz é datado dos povos antigos do Egipto, relatado em seus papiros.

Parte usada
Raiz

Propriedades terapêuticas
Antitussígeno, antiúlcera, laxante, anti-histamínico, regulador hormonal, expectorante, laxante

Princípios activos
Glicósidos do grupo das flavonas, saponinas, óleo essencial, taninos, enzimas, glycirrizinina 5 a 10%, goma, sucrose, fitoesteróis, polissacarídeos, cumarinas

Indicações terapêuticas
Conjuntivite, fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais, úlceras pépticas, baço, rins, hepatite, toxinas, difteria, tétano, garganta

Uso Interno
Decocção: Ponha uma colher de chá de raiz num recipiente, junte uma chávena de água e leve ao lume para ferver bem, depois reduza o calor e deixe ferver mais 20 minutos. Filtre e beba desta cocção uma chávena 3 vezes ao dia.
Infusão: deite 50 g de raiz seca num litro de água tépida (sem deixar ferver) durante 5 minutos. Tome uma chávena 4 vezes ao dia.

Uso Externo
Deite 50 g de raiz seca num litro de água tépida (sem deixar ferver) durante 5 minutos. Faz-se lavagens oculares nas conjuntivites, em bochechar a garganta nas faringites e rouquidão.

Efeitos secundários
O emprego de altas doses de alcaçuz pode reter sódio e eliminar potássio, retendo líquidos, causando aumento de pressão sanguínea e dores de cabeça. Portanto usa-se com cuidado em hipertensos. Extractos concentrados em laxantes podem agravar perda de potássio quando o uso é diário e prolongado. Evitar uso em grávidas, hipertensos e doentes renais.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

ALCACHOFRA


Nome científico
Cynara scolymus L.

Família
Compostas

Nome popular
ALCACHOFRA-HORTENSE, ALCACHOFRA-DE-COMER, CARDO-DE-COMER

Origem
Norte de África

Parte usada
Folhas, brácteas (cabeça), raízes

Propriedades terapêuticas
Antiesclerótico, digestiva

Princípios activosCinarina(amargo cristalizável), Ácido cafeico, Pigmentos, Flavonóides(luteol), Glicosídeos, Cinarosídeos, Cinaropectina, Taninos, Inulina, Mucilagens, Pró vitamina A, Vitamina B1, Enzimas

Indicações terapêuticasDoenças das vias biliares e hepáticas, diabetes, icterícia, eczemas, erupções cutâneas, psoríase, anemia, escorbuto, raquitismo, colesterol, hemorróidas, prostatite, uretrite, bronquite asmática, debilidade cardíaca, hepatite, colecistite

Uso InternoDecocção: 30 a 40 g de folhas secas para 1 litro de água a ferver. Ao fim de 10 minutos, filtra-se. Beber uma chávena 3 vezes ao dia, antes das refeições.
Extracto seco: em cápsulas de 50 ou 100 mg, tomam-se 1 ou 2 cápsulas 3 vezes ao dia, antes das refeições. Em cápsulas de 300 mg, toma-se 1 por dia
Infusão: deita-se 50 a 100 g de folhas, caules e raízes para 1 litro de água a ferver. Deixa-se em repouso 5 a 10 minutos. Toma-se 1 chávena 3 vezes por dia antes das refeições.
Sumo fresco: obtém-se das folhas e toma-se 1 chávena às refeições.
Cruas: comer 3 alcachofras cruas em salada, com um pouco de sal e azeite. É bom para curar diarreias.

Efeitos secundáriosNão são conhecidos mas está contra-indicado para alérgicos à alcachofra, quando há obstrução do canal biliar.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

AIPO


Nome científico
Apium graveolens

Família
Apiaceae

Nome popular
SALSA DO MONTE, AIPO DOS CHARCOS, AIPO DOS PANTANOS, AIPO SILVESTRE, AIPO INCULTO

Origem
Médio Oriente

Parte usada
Raízes, sementes e folhas.

Propriedades terapêuticas
Depurativo, diurético, anti-reumático, estimulante, adelgaçante, aperitivo e sudorífico

Princípios activos
Ácidos (glicérico, glicólico, málico, tartárico, cumárico, caféico, ferrúlico, químico, xiquímico), açúcares, apéina e outros flavonóides, cálcio, carboidratos, cumarinas (sesilina, isopimpenelina, apigravina); ferro, fósforo, manitol, niacina, óleo essencial (apiósido, limoneno, sileneno, eudesmol, sedanólido, anidrido sedanônico), pentasonas, sódio, vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (kiboflavina ), C (ácido ascórbico).

Indicações terapêuticas
Cálculos renais, edemas, ácido úrico, gota, artritismo, reumatismo, hipertensão, colesterol, obesidade

Uso Interno
Infusão: 20 a 40 g de frutos para 1 litro de água a ferver. Deixa-se repousar 10 minutos e toma-se uma chávena 3 vezes ao dia, após as refeições.
Decocção: 40 g de raiz para 1 água. Deixa-se ferver 15 minutos e toma-se 1 chávena 3 vezes ao dia.
Sumo: Faz-se um sumo de folhas e caules frescos, mistura-se-lhe sumo de limão e toma-se 2 a 3 vezes ao dia
Cru: usa-se em saladas.

Uso Externo
Gargarejos com sumo de aipo e uma ou duas gotas de óleo essencial de aipo ou limão, ajuda a combater a afonia e cura úlceras bucais

Observações
Refeição exclusiva de aipo ou sumo (pode juntar 1 colher de sopa de mel ao sumo), 2 ou 3 vezes por semana, é muito eficaz para ajudar a emagrecer de forma natural e favorece a eliminação de toxinas e permite um bom sono (é um calmante poderoso contra as insónias e agitação nervosa).

Efeitos secundários
A mulher grávida não deve tomar aipo nos primeiros 3 meses, uma vez que pode provocar contracções uterinas e prejudicar a sua gravidez.

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008.

AGRIÃO


Nome científico
Nasturtium officinale

Família
Cruciferae

Nome popular
AGRIÃO-DA-ÁGUA, AGRIÃO-DAS-FONTES

Origem
Europa

Parte usada
O vegetal inteiro

Propriedades terapêuticas
Depurativo, anti-escorbútico, diurético, antidiabético, anti-raquitismo, expectorante, unguento, cicatrizante

Princípios activos
Iodo, ferro, enxofre, fosfatos e vitaminas A, B1; B2, C, e E.

Indicações terapêuticas
Anemia, afecções pulmonares, tosse, bronquite, reumatismo, doenças das vias urinárias

Uso Interno
Sumo: Toma-se meio copo a cada refeição, adoçado com mel, combate a bronquite, tosse e a tuberculose.
Do sumo de agrião, puro ou diluído em água, tomam-se 3 ou 4 colheres de sopa diariamente, para combater a atonia dos órgãos digestivos, raquitismo, calculose renal, enfermidades do fígado e na expectoração dos catarros pulmonares crónicos.
Cru: usa-se em saladas. Temperar com sumo de limão.

Uso Externo
Cataplasmas: tritura-se num almofariz de madeira 100 g de agriões frescos. Embebe-se numa compressa e aplica-se nas zonas afectadas da pele e cobre-se com gaze.
Loção: aplica-se o sumo directamente sobre úlceras para apressar a cicatrização.

Observações
Para eliminar as larvas pequenas que não saíram na lavagem coloca-se de molho em água com sal durante meia hora

Efeitos secundários
Seu uso interno em grandes quantidades pode provocar irritações na mucosa do estômago e nas vias urinárias.
As mulheres grávidas não devem comer grandes quantidades de agrião duma vez, pelo seu possível efeito abortivo

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008.

ACELGA


Nome científico
Beta vulgaris var. cicla

Família
Quenopodiáceas

Nome popular
CELGA

Origem
Europa Central, América do Norte e do Sul

Parte usada
Folhas e caules

Propriedades terapêuticas
Antianémica, digestiva, laxante, depurativa e alcalinizante do sangue.

Princípios activos
Vitaminas A, B1, B2 e C, ferro, cálcio, sódio e potássio.

Indicações terapêuticas
Inflamações viscerais, cistites, hemorróidas e nas doenças de pele acompanhadas de comichão.

Uso Interno
Folhas: podem ser cozidas como espinafres com água ou ao vapor (se regar com sumo de limão, não enegrecem). As folhas tenras podem ser comidas em saladas cruas.
Decocção: 50 gramas de acelgas cortadas em pedaços pequenos fervem num litro de água durante 15 minutos. Coar. Toma-se um copo de manhã e outro à noite para combater as infecções urinárias, a prisão de ventre e as hemorróidas.

Uso Externo
Para o tratamento da pele: pôr uma chávena de água ao lume, mergulhar várias folhas de acelga e deixar ferver lentamente durante 10 minutos. Retirar as folhas, juntar argila verde e amassar tudo muito bem. Aplicar como uma máscara para combater acne e problemas de pele

Efeitos secundários
Não foram relatados quaisquer efeitos secundários nocivos

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008.

AÇAFRÃO


Nome científico
Crocus sativus

Família
Iridáceas

Nome popular
AÇAFRÃO-VERDADEIRO, ERVA-RUIVA, AÇAFLOR (no Algarve)

Origem
É um planta da Índia, introduzida nas Antilhas e Europa por navegadores. Gosta de solos húmidos, ricos e argilosos.

Parte usada
Estigmas

Propriedades terapêuticas
Estimulante, sedativo, antiespasmódico.

Princípios activos
Picrocrocina, safranal, crocina e gentibiose

Indicações terapêuticas
Asma, coqueluche, doenças nervosas, doenças do fígado e da bexiga, calculose renal, regularizador das funções menstruais, aliviar os incómodos da dentição nos bebés e para combater as hemorróidas externas

Uso Interno
Infusão: Oito a dez filamentos de açafrão para uma chávena de água a ferver. Deixa-se repousar 10 minutos, adoça-se com mel e toma-se como sedativo, meia hora antes de deitar. Também se usa no tratamento da calculose renal.
1 a 2 g de açafrão para 1 litro de água a ferver. . Deixa-se repousar e toma-se uma chávena 3 vezes ao dia para tratar a asma, coqueluche, doenças nervosas, doenças do fígado e da bexiga e noutras perturbações mencionadas anteriormente.
Tintura: 5 a 15 gotas diluídas em água, toma-se 3 vezes ao dia para regular a menstruação.
Xarope da dentição: mistura-se 3 g de açafrão, 30 g de tamarindos e faz-se uma infusão concentrada, depois, junta-se 200 g de mel e 100 g de água. Serve para friccionar as gengivas dos bebés para aliviar os incómodos da dentição.

Uso Externo
Utiliza-se uma infusão de 3 g de planta para uma chávena de água, em cataplasmas quentes, para combater as hemorróidas externas.

Efeitos secundários
Um cuidado é importante ter: não tomar mais que 10 gramas por dia (30 estigmas ou quatro colheres de sobremesa) porque esta planta é tóxica em grandes doses, podendo dar alteração no sistema nervoso central e renais, ou provocar abortos.
Não deve ser usado durante a gravidez nem na amamentação.

Observações
Em 1996, cientistas Espanhóis descobriram que o Açafrão inibe o crescimento de células cancerosas em seres humanos, uma propriedade atribuída à crocina. Em 1999 outros estudos demonstraram que também inibe o desenvolvimento do cancro do cólon

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008, “ Os Remédios da Natureza – Selecções Reader’s Digest.

ABSINTO


Nome científico
Artemisia absinthium

Família
Asteraceae

Nome popular
LOSNA, LOSNA-MAIOR

Origem
Europa e Ásia

Parte usada
Folhas e flores

Propriedades terapêuticas
Vermífuga, tónico e antitóxico

Princípios activos
Absintina, tuiona.

Indicações terapêuticas
Intoxicação pelo chumbo (pintores, tipógrafo, etc.)

Uso Interno
Maceração: Para eliminar vermes (oxiúrios e áscaris lumbricóides),5 g de folhas e flores para uma chávena de água, fica em repouso durante 8 horas. Tomar em jejum de manhã durante cinco dias seguidos.
Para o fígado e vesícula biliar põe-se 100 g de flores secas num litro de azeite e fica este preparado a repousar durante 1 mês. Toma-se 1 colher de sobremesa deste azeite em jejum e antes do almoço.
Infusão: 10 a 20 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixa-se em repouso 10 minutos e toma-se 1 ou 2 chávenas por dia, se se tiver problemas de má digestão; para mulheres com menstruações dolorosas, tomam-se 2 chávenas por dia na semana anterior à data em que se esperam as regras

Uso Externo
Decocção: 20 g de folhas para 1 litro de água fria, adicione um pouco de sal e leve ao lume para ferver 5 minutos. Retire do lume e deixe em infusão mais 5 minutos. Filtre e adicione mel ou açúcar mascavado. Serve para gargarejos no tratamento de amigdalites. Serve também para lavar feridas e úlceras. Usado como loção no campo serve para afugentar os mosquitos.

Efeitos secundários
Em doses elevadas pode tornar-se neurotóxica e convulsiva. Não se deve fazer uso prolongado desta planta. Não deve ser usado por mulheres grávidas e as que amamentam.

Observações
O Absinto seco colocado em saquinhos de pano evita a traça que geralmente destrói a roupa em guarda-vestidos.
Pode-se borrifar animais domésticos e plantas, que actua como insecticida.

Bibliografia: Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une - 2008

ABETO-BRANCO


Nome científico
Abies alba Miller

Família
Pinaceae

Nome popular
ABETO-PRATEADO, PINHEIRO-ALVAR

Origem
Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional e nos Pirenéus

Parte usada
Agulhas, resina fresca (terebintina) e gomos

Propriedades terapêuticas
Anti-séptico, expectorante, diurético, balsâmico

Princípios activos
Óleo essencial, terebintina, pró-vitamina A e tanino

Indicações terapêuticas
Pneumonia, asma, bronquite, traqueíte, sinusite, cálculos renais, cistites, feridas, úlceras cutâneas, varizes e frieiras

Uso Interno
Infusão: 30 gramas de gemas para um litro de água a ferver. Deixa-se repousar 10 minutos e toma-se uma chávena 3 vezes ao dia.
Gotas: essência de terebintina, tomam-se 3 a 5 gotas, três vezes ao dia (não exceder esta dosagem)

Uso Externo
Banhos: juntam-se algumas gotas na água do banho, serve para aliviar dores reumáticas.
Banhos de vapor (inalações) estão indicados nos doentes asmáticos

Efeitos secundários
Não se deve utilizar doses excessivas de essência de terebintina em uso interno nem em uso externo, porque pode produzir irritação do sistema nervoso central

Bibliografia: Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une - 2008

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Preparação e manipulação das plantas medicinais


As plantas após secas devem ser guardadas em recipientes de vidro ou de porcelana, separando-se as raízes, cascas e sementes das flores e folhas.
As quantidades de planta devem ser sempre cuidadosamente respeitadas, para tanto observar a seguinte tabela de equivalências:

1 colher de café = 2 gramas
1 colher de sopa = 5 gramas
1 xícara de café = 50 ml
1 xícara de chá = 100 ml.

Chás devem ser preparados em geral em utensílios de barro, louça ou cobre. A regra geral para a proporção água-planta é para cada litro de água, acrescentar 4 colheres de sopa de planta fresca ou 2 colheres de sopa de planta seca.

Existem quatro formas de preparo de chá:

TISANA: Coloque a planta em água já fervendo, cozinhe por 5 minutos com panela tampada e deixe descansar por 10 minutos com panela tampada. Coe e use.
INFUSÃO: Ferva a água e despeje sobre a planta. Tampe e deixe em infusão por 10 minutos. Coe e use (para folhas e flores).
DECOCÇÃO: Nesse processo o que se quer extrair da planta é um princípio amargo ou sal mineral. A planta fica de molho em água fria algumas horas e depois é posta para ferver. Usar geralmente cerca de 30 g de planta seca para 2 xícaras de chá de água. Cozinhe a erva por 15 a 30 minutos. Coe e sirva (usada para raízes, cascas e sementes).
MACERAÇÃO: Ponha a planta de molho em água fria, vinho, óleo ou vinagre, por 24 horas, coe e use sem levar ao fogo. Neste método as vitaminas e sais minerais são melhor preservados. A maceração de água não deve ser tomada 12 horas após seu preparo, pois existe proliferação de bactérias que podem ser prejudiciais.
Existem formas de aplicar as plantas externamente sobre partes do corpo que estão machucadas, inchadas ou doloridas. Podemos citar:
CATAPLASMA DE PLANTAS FRESCAS: aplicadas amassadas directamente sobre a parte afectada, sem preparação prévia.
CATAPLASMA DE PLANTAS SECAS: Colocadas no interior de um saquinho e aplicadas frias ou quentes, de acordo com o caso. Estas cataplasmas são recomendadas para combater cãibras, nevralgias, dores de ouvido, etc.
CATAPLASMA SOB FORMA DE PASTA: Plantas são socadas até formarem uma papa, que podem ser aplicadas directamente, ou sob dois panos, no local. Quando não se tem planta fresca, usa-se a seca. Aí é preciso água fervendo nas plantas, para auxiliar formação de papa. Outra maneira de preparar o cataplasma é mergulhar a planta em vinagre de maçã e misturar com farinha integral para dar liga. Espalha-se a mistura quente e húmida em um tecido, que se coloca sobre o local afectado. Passe óleo na pele antes de aplicar cataplasma quente. Um pedaço de plástico sobre o cataplasma conserva o calor.
COMPRESSA: Cozinhar as plantas indicadas até se obter u m líquido bem forte ( 3 ou 4 vezes mais que o chá comum). A seguir mergulha-se pano no líquido, torcer levemente e aplicar sobre a parte afectada.
As plantas também podem servir para INALAÇÕES, para casos de distúrbios ou doenças do aparelho respiratório, sob forma de tisanas ou infusões bem fortes.
Outras formas de preparo de plantas:
UNGUENTOS: Pomada de plantas trituradas, em gordura vegetal, de coco ou amendoim. No momento de uso é só derreter em fogo brando. Outro preparo: Picar plantas frescas, colocar em panela de aço inoxidável ou esmaltada. Cobrir as plantas com água, levar ao fogo por 20 minutos em temperatura média. Coar e adicionar ao caldo uma quantidade igual de azeite de oliva. Volte ao fogo e ferva até a água evaporar e sobrar só o óleo. Tirar do fogo, e adicionar cera o suficiente para dar à mistura consistência de pomada. Acondicionar ainda quente em vasilhas de plástico com tampa que vede bem.
XAROPES: Infusão concentrada que se caracteriza como bebida concentrada padrão. Geralmente usa-se 250 g de plantas para 360 ml de água fervente. Podem ser obtidos também por decocção ou maceração, e misturados com mel para se saturarem.
BANHOS: Chás fortes para serem misturados à água do banho.
TINTURA: Pôr 100 g de planta em pó ou 225 g de plantas frescas picadas num recipiente com tampa hermética. Acrescentar 5,5 decilitros de álcool a 60 graus. Agitá-lo duas vezes ao dia e deixar por 2 semanas. Coar e guardar num frasco escuro. (usado para flores e folhas mais frequentemente).
ÓLEOS ESSENCIAIS: São as essências concentradas das plantas obtidas à partir de processo de destilação.
PÓ : Cortar as partes grandes das plantas secas, como raízes, casca ou caules grossos, esmagá-las num almofariz ou reduzi-las a pó num moinho de café.